domingo, 25 de dezembro de 2011

Quanto tempo tem o Tempo?

Chegamos, então, a mais um fim de ano. Mas essa expressão, “fim de ano”, carrega consigo uma curiosidade sem tamanho, isto porque o Tempo, em sua essência, corre solto, feito menino levado, não conhece barreiras, divisões. Nunca soube o que é não. Nesse ponto, qual o sentido de dizermos “fim” ou “começo”? A resposta vem absoluta: todo, faz todo o sentido do mundo, pois genial foi aquele que um dia resolveu picar o tempo em pedaços, ao que se deu nome de ano. Não apenas por organizar de forma pragmática o nosso dia-a-dia, mas (e talvez principalmente por isso) por sistematizar a Esperança, que passou a trabalhar no limite da exaustão. Doze meses são longos o bastante para nos cansar, fazer-nos entregar os pontos... Mas então vem o milagre da renovação e a roda gira novamente, reforçamos nossos votos, fazemos planos, traçamos metas que, por mais que não sejam atingidas, por si só valerão o sonho e darão forças para seguir em frente e acreditar que, daquele ponto em diante, tudo será diferente.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Porque é Primavera

Primavera, do Latim Primus (início, primeiro) e Vera (estação), marca o ínicio de mais um ciclo climático, de acordo com os tais equinócios e solstícios associados à translação da Terra, isto é, em simples palavras, a mudança de eixo do nosso Planeta. Isso era o que conhecíamos até um ano atrás... Pois bem, a nova primavera, também chamada de Primavera Árabe, mudou de vez o eixo do nosso planeta, ao menos no que tange à geopolítica. Trata-se da histórica revolta popular em países que havia anos eram oprimidos por ditadores sanguinários. O que chama a atenção, e esse é o ponto que queria chegar, mais do que a revolução em sim e a suposta liberdade de uma nação, é o meio pelo qual ela se deu: pelo povo e para o povo, sem a presença de um grande líder. Ora, cita-se a revolução cubana no início dos 60 e vêm à cabeça Fidel e “Che”. De igual forma, impossível falar de África do Sul sem mencionar o grande Nelson Mandela. E muitos outros casos poderiam ser citados. Mas com o mundo árabe foi diferente e se há alguém, ou melhor, algo, que mereça destaque é a internet (além do auto-imulado Mohamed Bouazizi). Sim, pois, mais do que rifles, a internet foi a principal ferramenta do movimento que culminou com a queda de generais de ferro. Foi por meio de redes sociais e blogs que as primeiras ondas de protestos começaram, proliferaram-se e mostraram ao mundo o poder de um povo unido. Por isso, a Primavera Árabe entrará para história, não apenas por derrotar Hosni Mubarak, Muammar Gaddafi, mas por fazer brotar a flor que o mundo precisava enxergar: união do povo para o povo.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Breves Pausas Cardíacas

Sim elas são, por muitas vezes, latejantes. Podem apresentar distintos significados, às vezes concomitantemente, outras, inclusive, de forma oculta. Nossos movimentos, quando muito, imperam-se em slow motion. É-nos tirado o chão por segundos inacabáveis. São as Breves Pausas Cardíacas vos lembrando, por meio do torpor (inclusive moral), de que você está vivo.