sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O momento de dizer Adeus...

A Vida é feita de ciclos e eu me dei conta disso há muito pouco. Em cada ciclo encontramos um começo, um meio e um possível fim e, em cada um desses estágios, reinam e perduram personagens específicos que se empenham ao máximo na execução de suas tarefas.
Chamamos a estes personagens de amigos, família, amores e superiores. Temos juntado a eles alegrias, sonhos, esperanças, tristezas, mágoas, inimizades e perdão, durante todo o desenrolar do espetáculo, ameaçando e prometendo sermos cada vez melhores para com eles, fomentando e melhorando os estreitos laços que nos unem a todos.
Mas, como me disseram uma vez, O Inevitável é responsável por arquitetar esses encontros, aparentemente fortuitos, e também a ele pertence o direito de encerrar as relações em um último ato de nostalgia e incerteza: O Adeus.
Neste momento, devemos abraçar todas as memórias que surgem, incendiadas pela dor da separação, tentando desesperadamente impedir que seu conteúdo torne-se cinzas espalhadas ao sabor do tempo e do vento.
O abraço apertado, banhado em lágrimas ou envolto por sorrisos inconsoláveis, lembra-nos de que aquele que parte carrega consigo uma parte de nós, uma parte de nossos sorrisos, uma parte de nossas lágrimas, uma parte de nossas vidas e, como forma de compensação, deixa-nos a mesma quantidade dos mesmos ingredientes e, assim, crescemos e aprendemos uns com os outros.
Por isso, quando o momento de dizer “Adeus” chegar a vocês, façam-no do modo adequado para jamais arrependerem-se por ter perdido a oportunidade e, no momento em que ouvirem a derradeira saudação de despedida, digam de todo o coração: “Isso não é um Adeus, é apenas um Até logo...”
Sorriam, chorem, acenem, abracem, beijem e aguardem, aguardem pelo Inevitável que, certamente, unira os entes queridos novamente por este longo caminho chamado Vida.  

sábado, 14 de janeiro de 2012

É um prazer poder estar aqui com vocês! Lynx se apresentando!

Boa noite a todos! Eu sou Lynx e fui convidado pelo sr. Bruno Santos a participar destes pequenos e valorosos momentos na compania de vocês.
Agradeço ao Bruno por esta e muitas outras oportunidades que ele tem me dado com tanto afinco e carinho, embora algumas vezes eu seja pouco merecedor de tanta atenção. Enfim, Bruno muito obrigado!
Como todo começo é meio turbulento eu estou buscando por pensamentos tão preciosos quantos os já colocados aqui para dividir com vocês. Prometo que logo mais eu o farei.
Por hora, deixo a vocês umas poucas linhas que escrevi numa noite de chuva. Não me interpretem mal: eu adoro chuva. Principalmente aquela que lava a alma e penetra o coração.
Até a próxima pessoal o/

Vitral 

Ei, diga-me por quanto tempo estive adormecido?
Por que não ouvi sua voz me chamando?
Agora, naquela janela da cidade encharcada pela chuva
Nosso Vitral é tudo o que restou...

Os sonhos parecem ter fugido, mas não os seguimos
As estrelas perderam seu brilho, já não importam
O desespero parece ser meu único companheiro
Por que?

Os seus olhos parecem me seguir
por este cenário imaculado
Sua luz parece evocar o fim do Mundo
Lutar contra isso já não posso...

As risadas se calaram e eu não me preocupei
A sua mão se afastou da minha e eu não a procurei
O vazio toma meu peito
Por que?

Por que nos é proibido amar?
Por que nossos desejos devem morrer?
Por que devo te esquecer?

O calor não foi perdido, mas você já se foi
Chegou minha hora de partir e você não disse adeus
Se tudo é um pesadelo, por que não desperto?
Por que?

Ei, diga-me por quanto tempo fiquei calado?
Por que não ouvi seu lamento?
Agora, naquela janela da cidade encharcada pela chuva
Nosso Vitral é tudo o que restou...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Would you buy?

Well guys, what we've got here is just a miserable boy, who is about to give up of his innocent dreams. Actually, stupid dreams. After all, he would say, “so far I never seen a way out, and when you have no reason to carry on, if the goal is upset and you can’t put your fingers on it, you must be done over it”. Some might say love is foolish. It's on his mind, he feels like he could not love none. This is the man who will sell the world... Who is gonna say it's wrong?

domingo, 25 de dezembro de 2011

Quanto tempo tem o Tempo?

Chegamos, então, a mais um fim de ano. Mas essa expressão, “fim de ano”, carrega consigo uma curiosidade sem tamanho, isto porque o Tempo, em sua essência, corre solto, feito menino levado, não conhece barreiras, divisões. Nunca soube o que é não. Nesse ponto, qual o sentido de dizermos “fim” ou “começo”? A resposta vem absoluta: todo, faz todo o sentido do mundo, pois genial foi aquele que um dia resolveu picar o tempo em pedaços, ao que se deu nome de ano. Não apenas por organizar de forma pragmática o nosso dia-a-dia, mas (e talvez principalmente por isso) por sistematizar a Esperança, que passou a trabalhar no limite da exaustão. Doze meses são longos o bastante para nos cansar, fazer-nos entregar os pontos... Mas então vem o milagre da renovação e a roda gira novamente, reforçamos nossos votos, fazemos planos, traçamos metas que, por mais que não sejam atingidas, por si só valerão o sonho e darão forças para seguir em frente e acreditar que, daquele ponto em diante, tudo será diferente.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Porque é Primavera

Primavera, do Latim Primus (início, primeiro) e Vera (estação), marca o ínicio de mais um ciclo climático, de acordo com os tais equinócios e solstícios associados à translação da Terra, isto é, em simples palavras, a mudança de eixo do nosso Planeta. Isso era o que conhecíamos até um ano atrás... Pois bem, a nova primavera, também chamada de Primavera Árabe, mudou de vez o eixo do nosso planeta, ao menos no que tange à geopolítica. Trata-se da histórica revolta popular em países que havia anos eram oprimidos por ditadores sanguinários. O que chama a atenção, e esse é o ponto que queria chegar, mais do que a revolução em sim e a suposta liberdade de uma nação, é o meio pelo qual ela se deu: pelo povo e para o povo, sem a presença de um grande líder. Ora, cita-se a revolução cubana no início dos 60 e vêm à cabeça Fidel e “Che”. De igual forma, impossível falar de África do Sul sem mencionar o grande Nelson Mandela. E muitos outros casos poderiam ser citados. Mas com o mundo árabe foi diferente e se há alguém, ou melhor, algo, que mereça destaque é a internet (além do auto-imulado Mohamed Bouazizi). Sim, pois, mais do que rifles, a internet foi a principal ferramenta do movimento que culminou com a queda de generais de ferro. Foi por meio de redes sociais e blogs que as primeiras ondas de protestos começaram, proliferaram-se e mostraram ao mundo o poder de um povo unido. Por isso, a Primavera Árabe entrará para história, não apenas por derrotar Hosni Mubarak, Muammar Gaddafi, mas por fazer brotar a flor que o mundo precisava enxergar: união do povo para o povo.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Breves Pausas Cardíacas

Sim elas são, por muitas vezes, latejantes. Podem apresentar distintos significados, às vezes concomitantemente, outras, inclusive, de forma oculta. Nossos movimentos, quando muito, imperam-se em slow motion. É-nos tirado o chão por segundos inacabáveis. São as Breves Pausas Cardíacas vos lembrando, por meio do torpor (inclusive moral), de que você está vivo.