A Vida é feita de ciclos e eu me dei conta disso há muito pouco. Em cada ciclo encontramos um começo, um meio e um possível fim e, em cada um desses estágios, reinam e perduram personagens específicos que se empenham ao máximo na execução de suas tarefas.
Chamamos a estes personagens de amigos, família, amores e superiores. Temos juntado a eles alegrias, sonhos, esperanças, tristezas, mágoas, inimizades e perdão, durante todo o desenrolar do espetáculo, ameaçando e prometendo sermos cada vez melhores para com eles, fomentando e melhorando os estreitos laços que nos unem a todos.
Mas, como me disseram uma vez, O Inevitável é responsável por arquitetar esses encontros, aparentemente fortuitos, e também a ele pertence o direito de encerrar as relações em um último ato de nostalgia e incerteza: O Adeus.
Neste momento, devemos abraçar todas as memórias que surgem, incendiadas pela dor da separação, tentando desesperadamente impedir que seu conteúdo torne-se cinzas espalhadas ao sabor do tempo e do vento.
O abraço apertado, banhado em lágrimas ou envolto por sorrisos inconsoláveis, lembra-nos de que aquele que parte carrega consigo uma parte de nós, uma parte de nossos sorrisos, uma parte de nossas lágrimas, uma parte de nossas vidas e, como forma de compensação, deixa-nos a mesma quantidade dos mesmos ingredientes e, assim, crescemos e aprendemos uns com os outros.
Por isso, quando o momento de dizer “Adeus” chegar a vocês, façam-no do modo adequado para jamais arrependerem-se por ter perdido a oportunidade e, no momento em que ouvirem a derradeira saudação de despedida, digam de todo o coração: “Isso não é um Adeus, é apenas um Até logo...”
Sorriam, chorem, acenem, abracem, beijem e aguardem, aguardem pelo Inevitável que, certamente, unira os entes queridos novamente por este longo caminho chamado Vida.
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